Projeto Projeto cultural revela estratégias, vínculos e ações coletivas que marcaram a luta pelos direitos das mulheres no Brasil do século XXrevela estratégias, vínculos e ações coletivas que marcaram a luta pelos direitos das mulheres no Brasil do século XX
AlmaMia Cerâmica reúne mulheres no dia 7/3 para uma tarde de criação, transformando a pintura em linguagem de reconhecimento e celebração do feminino
Palestrante mostrou como domínio técnico científico fortalece o posicionamento e a relação com o consumidor
Inspirado no formato TED Talks, evento inédito vai abordar consumo, posicionamento, tecnologia e os desafios reais de quem vive da confeitaria no Brasil
Segundo especialista do setor, qualidade da base estrutural, tecnologia e integração urbana se tornam decisivas para a valorização dos empreendimentos
Caso de menino de 5 anos, que teve 10% do corpo queimado, reforça a importância da atenção em momentos de lazer
Projeto cultural revela estratégias, vínculos e ações coletivas que marcaram a luta pelos direitos das mulheres no Brasil do século XX
Empreendedora paranaense construiu autoridade no chocolate profissional ao antecipar tendências, formar mercado e criar espaços de troca para um setor carente de liderançasAntes de se tornar referência nacional no setor de chocolates profissionais, a trajetória de Alyne Mundt começou de forma simples: primeiro na produção de doces para brindes e, em seguida, com uma pequena loja de bairro em Curitiba, voltada a atender confeiteiras locais com produtos profissionais. O espaço era discreto, o estoque enxuto e o modelo distante do varejo tradicional. Ainda assim, o negócio crescia de forma consistente. A explicação estava na forma como a empresa se relacionava com o público. Em um período em que o WhatsApp era usado majoritariamente como aplicativo de contato pessoal, Alyne passou a utilizá-lo como principal canal de vendas, atendimento e relacionamento com clientes profissionais. O chocolate não esperava o consumidor entrar na loja: chegava direto às mãos das confeiteiras. Essa lógica - hoje amplamente difundida - era pouco comum no mercado à época e ajudou a estruturar um modelo de crescimento baseado em atendimento consultivo, proximidade e escala operacional. Visão de mercado Em 2019, quando a fabricante belga Barry Callebaut anunciou o lançamento mundial do Ruby, a primeira nova variedade de cacau descoberta em décadas, Alyne identificou rapidamente o potencial do movimento para o mercado brasileiro. Em vez de tratar o produto apenas como novidade de portfólio na loja, decidiu criar um evento de lançamento em Curitiba, reunindo chefs, confeiteiros e profissionais do setor para apresentar o chocolate, discutir aplicações e provocar o mercado. O encontro, realizado no Centro Europeu, se tornou um ponto de atenção para a confeitaria nacional e ajudou a posicionar o Brasil dentro de uma discussão global sobre inovação no chocolate. Ao mesmo tempo, a história por trás do negócio - uma empreendedora que vendia toneladas de chocolate por WhatsApp - começou a chamar a atenção da imprensa. Repercussão nacional e reconhecimento internacional A combinação entre inovação de produto, modelo de negócio pouco convencional e crescimento consistente fez com que a trajetória de Alyne ganhasse espaço em veículos de grande alcance, como Pequenas Empresas & Grandes Negócios, Exame, UOL, além de emissoras de televisão e rádio. A repercussão ultrapassou o mercado brasileiro. A história chegou à Meta, que convidou Alyne para apresentar o case internamente, tornando a Feito Chocolate um exemplo oficial do uso do WhatsApp como ferramenta de negócios. Ela participou de eventos e encontros da empresa, compartilhando sua experiência com equipes e parceiros. O aumento de visibilidade impulsionou a expansão da operação. A empresa abriu uma loja maior em Curitiba, inaugurou uma unidade em Londrina, ampliou o mix de produtos e passou a atender um público cada vez mais diverso, mantendo o foco no mercado profissional. Autoridade construída na prática Paralelamente à expansão do negócio, Alyne construiu sua autoridade por meio de participação ativa em eventos técnicos, aulas abertas, encontros profissionais e iniciativas educacionais voltadas à confeitaria e ao chocolate profissional. Desde os primeiros anos da Feito Chocolate, esteve à frente da organização e curadoria de aulas presenciais, demonstrações técnicas e eventos em parceria com chefs, marcas e instituições reconhecidas no setor. Em diversas ocasiões, Alyne foi responsável por traduzir conteúdos técnicos complexos - como códigos, especificações e diferenças entre chocolates profissionais - em linguagem acessível ao mercado, suprindo uma lacuna histórica de informação no setor. No relacionamento com a indústria, Alyne participou de treinamentos estratégicos e visitas técnicas às unidades de produção da Barry Callebaut, integrando grupos restritos de profissionais convidados pela marca, com acompanhamento de processos produtivos, contato direto com especialistas internacionais e atualização técnica contínua. Em momentos sensíveis para o setor, como a recente crise global do cacau, assumiu um papel ativo ao liderar conversas públicas sobre impactos, planejamento e gestão em cenários de instabilidade. Em uma dessas iniciativas, promoveu uma live com a participação do diretor-geral da Barry Callebaut Brasil, Bruno Scarpa, na qual antecipou cenários e discutiu medidas práticas com confeiteiras e empreendedores, em um contexto em que parte do mercado ainda tratava a situação como passageira ou apenas como estratégia de marketing, defendendo uma atuação mais transparente e parceira da indústria com a base produtiva. Em outra frente, compartilhou conhecimento diretamente da origem, mostrando o caminho do cacau desde o plantio até a chegada à fábrica, aproximando confeiteiras brasileiras de uma realidade pouco acessível e reforçando seu papel como ponte entre indústria, mercado e base produtiva. Essas atuações não surgem como ações isoladas, mas como parte de uma trajetória contínua de construção de repertório, troca com o mercado e compromisso com a formação técnica de um setor historicamente carente de informação estruturada e lideranças visíveis, com ações que extrapolam o conteúdo online e se materializam em orientações presenciais, encontros técnicos e formação direta de profissionais. Um setor em crescimento, mas sem liderança organizada Apesar da evolução da confeitaria brasileira em termos de qualidade, criatividade e volume de negócios, o setor ainda carece de espaços formais de troca, formação contínua e construção coletiva de futuro. Foi a partir dessa lacuna - observada ao longo de anos de atuação prática - que Alyne decidiu dar um novo passo. Em 2026, ela lança a 1ª Conferência Brasileira de Confeitaria, um evento criado para reunir profissionais, marcas, educadores e empreendedores com o objetivo de fortalecer o setor como mercado, profissão e cultura. Mais do que um encontro pontual, a conferência nasce como resposta a uma trajetória construída na prática - de quem viveu o crescimento do setor, entendeu suas fragilidades e decidiu criar a estrutura que faltava. Sobre a Conferência Brasileira de Confeitaria A Conferência Brasileira de Confeitaria acontece no próximo dia 26 de janeiro, em Curitiba (PR), e foi idealizada como um espaço estruturado de encontro entre profissionais, marcas, educadores e lideranças da confeitaria brasileira. O evento surge para responder a uma lacuna histórica do setor: a ausência de um ambiente dedicado à troca qualificada, à formação contínua e à construção coletiva de futuro. A programação acontece em formato presencial e online e contará com palestras, painéis e conversas com profissionais do setor, incluindo confeiteiros, chefs, representantes da indústria, educadores e empreendedores que atuam diretamente na cadeia do chocolate e da confeitaria profissional. A curadoria busca equilibrar técnica, visão de mercado, inovação, sustentabilidade e gestão, refletindo os desafios reais enfrentados por quem vive da confeitaria no Brasil. Entre os participantes confirmados estão Ana Lygia e Alexandre Silva, da Pikurruchas (São Paulo); Beto Madalosso, à frente de operações como Madá, Sambiquira, Magrela Café, Uma Ova Bar e Portal Tutano Gastronomia (Curitiba); Cilaine Rodrigues, da Docis (São Paulo); Gustavo Lorenzon, do Pastry Lab (Curitiba); Jessika Damarate, da Confeitaria Damarate; Johnlee Francis, da Délices de Sucre; Julia Postigo, do Laboratório de Confeitaria; Júnior Broiato e Giovani Tosi, da Baudelaire Cookies (Apucarana); Mara, da Mara Cakes e da Mara Cakes Fair; Meire Lousa, da Loja Santo Antônio; e Vanessa Lima e Tomás Santos, da Boutique do Pão de Ló. A condução do evento ficará a cargo dos mestres de cerimônia Aline Gonçalves, chef patissière do Qoya Hotel e participante do MasterChef Confeitaria, e Thomas Gehlen, confeiteiro criativo e professor, ambos de Curitiba. Os ingressos estão disponíveis em www.diskingressos.com.br/grupo/2943/2026-01-26/pr/curitiba/conferencia-brasileira-de-confeitaria-2026. SERVIÇO Conferência Brasileira de Confeitaria Data: 26 de janeiro de 2026 (segunda-feira) Hora: abertura às 13h Local: Teatro Bom Jesus Endereço: Rua 24 de Maio, 135 Transmissão online. Ingressos: www.diskingressos.com.br/grupo/2943/2026-01-26/pr/curitiba/conferencia-brasileira-de-confeitaria-2026. Informações: https://www.instagram.com/feitochocolate/
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